Nem sempre as coisas saem como planejado, e muito menos como desejamos.
A vida é uma coisa engraçada.
Você faz planos, sonha, batalha, busca e uma simples mudança pode criar milhões de novas possibilidades e inutilizar todas as suas ações até aquele momento.
Ao contrário de jogos de tabuleiro, a vida não te oferece apenas um caminho.
E os dados, na grande maioria das vezes não são jogados por suas próprias mãos.
Uma forte característica minha é sempre buscar compreender tudo, o motivo de certas coisas e buscar o controle, de minhas ações, sentimentos, sentidos, rumo e afins.
Acabo me frustrando constantemente, pois controlar algo tão grandioso e ao mesmo tempo singelo que é a nossa vida, não é um dom dado a nós, meros mortais.
Há momentos em que paro e penso: cansei!
Não consigo definir o cansaço, de onde ele vem, se é físico ou psicológico, só sei que estou cansada. Demais!
Em outros decido pensar menos, sentir menos, viver mais, aproveitar mais a vida, seja como ela for.
Também não consigo definir de onde surge tanta animação, dos amigos, da ausência de TPM ou de uma overdose de chocolate, só me sinto disposta a seguir a maré. Na paz do voo só...
Nem sempre sei como terminar um texto.
Quando me vejo, não sei definir sobre o que ele fala, se é que ele fala sobre algo. No meio de todo desabafo, me perco, e sem conseguir me achar, mudo de assunto. Sem controle da vida e muito menos das palavras.
O descontrole também predomina quando a questão é humor.
As oscilações são extremas, as baixas seríssimas, as vítimas quase sempre as mesmas, a culpada apenas uma.
Bom ter quem culpar, já que não tem como combater.
Se eu encontrasse um gênio da lâmpada nesse exato momento, e ele me concedesse apenas um mísero pedido eu pediria o controle total sobre minhas oscilações de humor (principalmente a nuvem negra que paira sobre mim em certos momentos). Que controle da vida o que, eu quero é menos alfinetadas involuntárias.
Porque, o chato da TPM não é o humor ruim, mas o descontrole do mesmo. Ser chata faz parte do meu charme, mas ser uma psicótica que quase morde a canela de quem sorri pelas ruas de um dia lindo e ensolarado, confesso, não me agrada muito.
E no final de tudo, sem gênio, sem controle de nada, a não ser da tv, a madrugada cresce em todo o seu esplendor e eu sei que no meu travesseiro ecoarão as mesmas perguntas através das madeixas loiras desta cabecinha acelerada.
Terei as respostas amanhã?
Olha, a única certeza que tenho é que às 10 horas, minhas sobrancelhas não serão mais as mesmas e que eu acordarei terrivelmente mal humorada, por acordar tão cedo. Um absurdo.
Que sacrifícios não faço por belas pestanas.
Ai, sou boa demais, até me surpreendo tem dias!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Duelo
E ela dança ao som da música.
Quase que eufórica. No ritmo alucinado de quem dança sem platéia.
Uma casa vazia. Na playlist, Adele.
Nas mãos uma taça vazia. Na cabeça uma idéia, e na geladeira um vinho.
A noite perfeita.
A não ser por um detalhe....
Ela já estava exausta, a cozinha revirada, gavetas jogadas, portas abertas e nada de encontrá-lo.
Ainda com a taça nas mãos, um tanto quanto descabelada ela senta-se no sofá. Derrotada e de volta à sala, Adele ainda tocando no som e a garrafa de vinho nas mãos. Fechada!
Ela pensa, chega a voltar à cozinha, e em meio ao caos decide tentar abri-la sem o saca-rolhas mesmo.
Não duvide do poder de uma mulher, sobretudo quando vinho+vontade de beber estão na mesma sentença, e apenas um instrumento pequenino de metal está entre ela e a realização do seu desejo.
Concentrada, mãos unidas sobre as pernas, uma das sobrancelhas arqueadas, olhar fixo na garrafa.
O tempo passa, a playlist muda e ela desiste.
Definitivamente, o dom de abrir garrafas com o pensamento não lhe foi dado.
Vencida e humilhada por aquela coisa insignificante de vidro verde, ela levanta, decidida.
Vai até o quarto.....
.....coloca suas pantufas, desliga o som e na companhia do bom e velho controle remoto vaga pelos canais em busca de algo interessante na madrugada, de preferência que não envolva vinhos, saca-rolhas e derrotas.
(Texto dedicado à minha amiga Chrys Lucena e seus talentos extraordinários. Love U!)
Quase que eufórica. No ritmo alucinado de quem dança sem platéia.
Uma casa vazia. Na playlist, Adele.
Nas mãos uma taça vazia. Na cabeça uma idéia, e na geladeira um vinho.
A noite perfeita.
A não ser por um detalhe....
Ela já estava exausta, a cozinha revirada, gavetas jogadas, portas abertas e nada de encontrá-lo.
Ainda com a taça nas mãos, um tanto quanto descabelada ela senta-se no sofá. Derrotada e de volta à sala, Adele ainda tocando no som e a garrafa de vinho nas mãos. Fechada!
Ela pensa, chega a voltar à cozinha, e em meio ao caos decide tentar abri-la sem o saca-rolhas mesmo.
Não duvide do poder de uma mulher, sobretudo quando vinho+vontade de beber estão na mesma sentença, e apenas um instrumento pequenino de metal está entre ela e a realização do seu desejo.
Concentrada, mãos unidas sobre as pernas, uma das sobrancelhas arqueadas, olhar fixo na garrafa.
O tempo passa, a playlist muda e ela desiste.
Definitivamente, o dom de abrir garrafas com o pensamento não lhe foi dado.
Vencida e humilhada por aquela coisa insignificante de vidro verde, ela levanta, decidida.
Vai até o quarto.....
.....coloca suas pantufas, desliga o som e na companhia do bom e velho controle remoto vaga pelos canais em busca de algo interessante na madrugada, de preferência que não envolva vinhos, saca-rolhas e derrotas.
(Texto dedicado à minha amiga Chrys Lucena e seus talentos extraordinários. Love U!)
Um brinde...
Caixas coloridas cheias de laços e brilhos dispostas ao seu redor.
Bolas, estrelas, laços e anjos dão vida à ela. Luzes brilham no compasso de uma música típica dessa época do ano.
Crianças admiram deslumbradas, sentindo seus dedos pequeninos moverem-se involuntariamente. Ver somente com os olhos parece não bastar diante de tanta beleza.
As tradições renascem nesta época. Podemos ver meias cheias de feno, e alguns biscoitos para um velho e conhecido senhor.
A melodia flutua no ar juntamente com o cheiro agradável que vem da cozinha.
As mulheres se reúnem no ritual realizado à base de temperos, sabores e amor. Coisas de mãe, não se pode explicar, apenas sentir, com o coração e o paladar.
As risadas exageradas, os brindes constantes e as instalações elétricas de última hora ficam por conta dos patriarcas.
Há um quê de exagero, e até mesmo euforia no tom grave de suas gargalhadas. Talvez seja o álcool em excesso, talvez seja só alegria. E mais alguns brindes são realizados. VIVA!
As cores predominantes são o vermelho, os tons de verdes e o dourado.
Longas toalhas vermelhas, velas acesas, estrelas e taças de cristal.
É uma noite regada a abraços, sorrisos e algumas lágrimas.
Os sentimentos ficam à flor da pele.
Histórias são contadas, lembranças trazidas à tona e alguns brindes à vida em família.
Em um determinado momento, em meio a brindes e mais brindes se iniciam as brincadeiras.
Todos em circulo, todos unidos, todos sorrindo e rindo em uni-sono.
Doze badaladas.
Abraços.
Os presentes deixam o pé da árvore e adentram os corações de quem os recebe.
FELIZ NATAL!
Não mais se escuta as músicas natalinas, nem mesmo as risadas histéricas dos homens da casa, só os desejos sinceros que transbordam em cada sorriso, aperto de mão, carinho e afago.
FELIZ NATAL!
Ainda em circulo, copos de plástico, taças e canecas unem-se para agradecer a Deus pelo ano que passou, pela vida que vivemos, pela força nos momentos necessários, pela mão amiga, pela família perfeitamente imperfeita. Por sermos felizes, sem motivos, só pelo dom da vida que nos foi dado através do amor. UM BRINDE!
E as gargalhadas tomam conta do ambiente, e a noite mais perfeita do ano segue rumo à sua única imperfeição: o fim.
Mas ainda há luzes acesas na árvore e em meio aos papéis de presente jogados pelo chão vejo o espírito natalino. Ele ainda dança, no ritmo das cantigas de natal. Eu o acompanho, e em um brinde silencioso desejo atrasar meu relógio, controlar o tempo e impedir que essa noite termine.
Mas, sem êxito, apenas sorrio e levanto mais um brinde, afinal a árvore ainda brilha e ainda é NATAL.
FELIZ NATAL!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
E meu coração quase sempre é uma vitrine.
Exponho minha alma, coloco tudo à venda.
Alguns jogam pedras, outros admiram, e uns poucos se expõe ao meu lado.
Mas, mesmo com paredes de vidros e janelas espelhadas são poucos aqueles que compreendem minha essência.
O conteúdo da vitrine sempre varia. De pessoa para pessoa, de acordo com o humor, de acordo com os olhos de quem olha e do coração de quem se mostra.
Pra alguns é fogo, acides e homeopatia de puro veneno.
Pra outros doçura, sorriso e água cristalina.
Depende de mim, depende de você.
É recíproco, é dinâmico, é transcendente. É VIDA, em sua grandeza e simplicidade.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Aqueles que escolhi...
Dentre tantos e tantos lugares nesse mundo decidi nascer aqui.
Cidade pequena, pé no chão, futebol na rua, esconde-esconde
com os amigos e colo de vó nas tardes de chuva.
Dentre tantas e tantas épocas decidi viver o agora.
O passado deixo para as fotografias e para a memória, o
futuro eu vejo em sonhos e filmes.
No HOJE eu danço, fora do ritmo, mas danço!
No HOJE eu danço, fora do ritmo, mas danço!
Dentre tantas e tantas pessoas escolhi vocês.
Aqueles que enxugam minhas lágrimas, me estendem a mão, me
abrem os braços e colocam o sorriso mais sincero em meus lábios.
E dentre tantos e tantos sentimentos eu escolhi amar vocês! Porque eu amo, sem saber porque, quanto, como ou onde. Só amo, com a simplicidade de uma amizade sincera!
Amo vocês!
sábado, 24 de setembro de 2011
Ser ou não ser? Eis a questão!
Eu sou daquele tipo de pessoa que só tira fotos erradas e sobe nos degraus pra ficar na mesma altura dos amigos.
Costumo fazer amizades com facilidade, porém poucos são aqueles aos quais mostro minha alma.
Tenho uma ligação inexplicável com meu irmão e quase sempre perco pra ele nas lutas no sofá da sala ou nas guerras de travesseiro.
Me sinto muito bem na minha presença e adoro a sensação da casa vazia.
Às vezes durmo sem escovar os dentes e escovo duas vezes quando acordo, pra compensar a da noite anterior.
Leio compulsivamente e sou APAIXONADA por música, apesar de nem tudo me agradar, me considero uma pessoa eclética e com uma boa pluralidade cultural. O gênero ou o estilo nem sempre importam, o bom gosto e o bom senso montam a playlist.
Quase sempre ando descalça, e deve ser por isso que tenho os pés mais feios do mundo, cheios de dedos assimétricos e sempre com o esmalte descascando. Sempre que penso nisso chego à conclusão de que é por isso que adoro usar meias. Ah, os chinelos com meias!
Tenho um cérebro em ritmo acelerado praticamente 24 horas por dia. Penso muito, nem sempre coisas boas ou mesmo cultas, só penso. Gosto de pensar e quando vale a pena traduzir os pensamentos em forma de algarismos e palavras.
Quando eu amo, eu amo por inteiro. Costumo criar qualidades para a pessoa amada, além das já existentes. Pra mim, você é sempre mais do que pensa ou é, dentro de mim você beira a perfeição de cabelos cacheados.
Adoro sapatos. Nem sempre fui assim, e isso me leva a mais uma conclusão talvez um pouco insana: a de que essa louca compulsão feminina por sapatos é repassada geneticamente, de mãe para filha, de vó para neta, e bisneta, vindo lá das chimpanzés de circo vaidosas ou mesmo da Eva e sua maçã.
Tenho verdadeiro pavor de morcegos. Não sei dizer ao certo se toda essa aflição é devido ao fato daquele barulho agudo e irritante, dos rasantes que eles dão em nós ou da feiura deles. Na dúvida, fico com as três opções e longe das árvores "chapéu de praia".
Meus celulares tem vida útil curta e costumam praticar esportes radicais do tipo paraquedismo ou mergulho de penhascos.
Corrijo erros de português mentalmente. Eu sei que é estranho, e quase sempre assusto as pessoas da minha casa quando falo algo do tipo "MIM não faz nada amigo!!" olhando para a página do twitter. Acredito que isso foi adquirido por mim, em um cursinho pré-vestibular para o curso de direito, em um dia, quando no cúmulo do stress acumulado e de uma overdose de gramática me peguei parada no MEIO da rua fazendo análise sintática da frase escrita na placa em frente ao referido cursinho. Ou, provavelmente eu presenciei a chuva de meteoros quando o Clark Kent caiu na Terra e nunca mais consegui agir normalmente perante escorregões gramaticais.
Sou uma criatura noturna, escuto música com os olhos fechados, adoro o idioma francês, e além disso adoro tempestades e os raios me fascinam. Queria poder engarrafar eles, mas enfim.
Adoro Harry Potter, Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia e afins. O estilo "realismo fantástico" realmente possibilita uma viagem, nas páginas de cada livro que leio.
Tenho milhares de brincos, mas uso sempre os mesmos. Adoro maquiagens, mas não me considero muito boa em combinar as cores, não me sujar toda, não deixar entrar no olho e não perder a paciência, tudo ao mesmo tempo. Algo sempre acontece, a paciência costuma ser sempre a primeira a irritar-se e a borrar meu rímel.
Uso canecas para qualquer tipo de bebidas, mas amo chá e café. Há cerca de dois anos que não tomo refrigerante, às vezes sinto o cheiro da coca-cola e a vontade passa, mas de chocolate eu não suporto uma TPM sem. É quase que um antídoto, e suspeito eu que esta receita também seja passada de geração para geração feminina, um ciclo constante de cacau, calorias e endorfina. Para o bem da população masculina e pro desespero das calças jeans.
Assisto pelo menos dois filmes por semana, quase sempre me acabo em lágrimas, mesmo se tratando de um desenho animado. Sou uma pessoa à flor da pele.
Ta aí uma coisa que eu gosto em mim. O meu húmor, meu estado de espírito transparece em meu rosto, em minhas marcas de expressão, em minhas mãos trêmulas ou em minhas palavras ácidas. Sou transparente. Sem parecer arrogante, mas sinceramente eu não gostaria de discutir comigo. Minha teimosia e minha falta de papas na língua não costumam fazer amigos por onde passam.
Sou pequena e não tenho problemas com isso. Tenho tatuagem, piercing, e apesar de gostar de rock, sou bossa nova e samba em quase todo meu pequeno ser brasileiro.
Tenho uma história de vida interessante, e sei que apenas uma parte mínima dela já foi escrita.
Sou canhota e tenho buscado escrever por linhas tortas, retas, assimétricas, inconstantes aquilo que me dá na telha ou que surge no horizonte.
Sou só o começo de uma jornada que ainda está por vir. Sou eu, sou você, sou nós, sou tudo, todos, aquilo, daquilo, daquele, menina, muleque, muléca, mulher, filha, irmã, namorada, amiga, sou hoje, sou amanhã, sou uma semana, um mês, um ano, uma vida, um dia, um aniversário, um suspiro, uma batida, uma parte de um todo, mais um sorriso entre as estrelas.
Mas, independente do que você pense, sou o oposto do que você espera.
Costumo fazer amizades com facilidade, porém poucos são aqueles aos quais mostro minha alma.
Tenho uma ligação inexplicável com meu irmão e quase sempre perco pra ele nas lutas no sofá da sala ou nas guerras de travesseiro.
Me sinto muito bem na minha presença e adoro a sensação da casa vazia.
Às vezes durmo sem escovar os dentes e escovo duas vezes quando acordo, pra compensar a da noite anterior.
Leio compulsivamente e sou APAIXONADA por música, apesar de nem tudo me agradar, me considero uma pessoa eclética e com uma boa pluralidade cultural. O gênero ou o estilo nem sempre importam, o bom gosto e o bom senso montam a playlist.
Quase sempre ando descalça, e deve ser por isso que tenho os pés mais feios do mundo, cheios de dedos assimétricos e sempre com o esmalte descascando. Sempre que penso nisso chego à conclusão de que é por isso que adoro usar meias. Ah, os chinelos com meias!
Tenho um cérebro em ritmo acelerado praticamente 24 horas por dia. Penso muito, nem sempre coisas boas ou mesmo cultas, só penso. Gosto de pensar e quando vale a pena traduzir os pensamentos em forma de algarismos e palavras.
Quando eu amo, eu amo por inteiro. Costumo criar qualidades para a pessoa amada, além das já existentes. Pra mim, você é sempre mais do que pensa ou é, dentro de mim você beira a perfeição de cabelos cacheados.
Adoro sapatos. Nem sempre fui assim, e isso me leva a mais uma conclusão talvez um pouco insana: a de que essa louca compulsão feminina por sapatos é repassada geneticamente, de mãe para filha, de vó para neta, e bisneta, vindo lá das chimpanzés de circo vaidosas ou mesmo da Eva e sua maçã.
Tenho verdadeiro pavor de morcegos. Não sei dizer ao certo se toda essa aflição é devido ao fato daquele barulho agudo e irritante, dos rasantes que eles dão em nós ou da feiura deles. Na dúvida, fico com as três opções e longe das árvores "chapéu de praia".
Meus celulares tem vida útil curta e costumam praticar esportes radicais do tipo paraquedismo ou mergulho de penhascos.
Corrijo erros de português mentalmente. Eu sei que é estranho, e quase sempre assusto as pessoas da minha casa quando falo algo do tipo "MIM não faz nada amigo!!" olhando para a página do twitter. Acredito que isso foi adquirido por mim, em um cursinho pré-vestibular para o curso de direito, em um dia, quando no cúmulo do stress acumulado e de uma overdose de gramática me peguei parada no MEIO da rua fazendo análise sintática da frase escrita na placa em frente ao referido cursinho. Ou, provavelmente eu presenciei a chuva de meteoros quando o Clark Kent caiu na Terra e nunca mais consegui agir normalmente perante escorregões gramaticais.
Sou uma criatura noturna, escuto música com os olhos fechados, adoro o idioma francês, e além disso adoro tempestades e os raios me fascinam. Queria poder engarrafar eles, mas enfim.
Adoro Harry Potter, Senhor dos Anéis, Crônicas de Nárnia e afins. O estilo "realismo fantástico" realmente possibilita uma viagem, nas páginas de cada livro que leio.
Tenho milhares de brincos, mas uso sempre os mesmos. Adoro maquiagens, mas não me considero muito boa em combinar as cores, não me sujar toda, não deixar entrar no olho e não perder a paciência, tudo ao mesmo tempo. Algo sempre acontece, a paciência costuma ser sempre a primeira a irritar-se e a borrar meu rímel.
Uso canecas para qualquer tipo de bebidas, mas amo chá e café. Há cerca de dois anos que não tomo refrigerante, às vezes sinto o cheiro da coca-cola e a vontade passa, mas de chocolate eu não suporto uma TPM sem. É quase que um antídoto, e suspeito eu que esta receita também seja passada de geração para geração feminina, um ciclo constante de cacau, calorias e endorfina. Para o bem da população masculina e pro desespero das calças jeans.
Assisto pelo menos dois filmes por semana, quase sempre me acabo em lágrimas, mesmo se tratando de um desenho animado. Sou uma pessoa à flor da pele.
Ta aí uma coisa que eu gosto em mim. O meu húmor, meu estado de espírito transparece em meu rosto, em minhas marcas de expressão, em minhas mãos trêmulas ou em minhas palavras ácidas. Sou transparente. Sem parecer arrogante, mas sinceramente eu não gostaria de discutir comigo. Minha teimosia e minha falta de papas na língua não costumam fazer amigos por onde passam.
Sou pequena e não tenho problemas com isso. Tenho tatuagem, piercing, e apesar de gostar de rock, sou bossa nova e samba em quase todo meu pequeno ser brasileiro.
Tenho uma história de vida interessante, e sei que apenas uma parte mínima dela já foi escrita.
Sou canhota e tenho buscado escrever por linhas tortas, retas, assimétricas, inconstantes aquilo que me dá na telha ou que surge no horizonte.
Sou só o começo de uma jornada que ainda está por vir. Sou eu, sou você, sou nós, sou tudo, todos, aquilo, daquilo, daquele, menina, muleque, muléca, mulher, filha, irmã, namorada, amiga, sou hoje, sou amanhã, sou uma semana, um mês, um ano, uma vida, um dia, um aniversário, um suspiro, uma batida, uma parte de um todo, mais um sorriso entre as estrelas.
Mas, independente do que você pense, sou o oposto do que você espera.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Perfeição
A perfeição..
Passo bom tempo da minha vida buscando ela, e me culpando quando não a alcanço. Já li em algum lugar que essa é uma característica de todo libriano, buscar a perfeição e culpar-se infinitamente por erros.
Às vezes me sinto tão cansada, desejo com toda força não ser assim, viver mais, pensar menos.
Mas no final, sempre sou eu mesma, com todos meus defeitos e qualidades, meus problemas, meus amigos, minha família, as batidas desse coração são pela mesma pessoa.
Hoje me fechei em meus pensamentos. Tranquei as portas da minha voz e tenho curtido o eco, dentro de mim. Sinto aquela sensação na boca do estômago, e a certeza de que, mesmo sem ter certeza, eu já sei exatamente o que tenho que fazer.
Tempos atrás, parei pra pensar e notei que andava afastada demais dos meus amigos, hoje os carrego ao alcance de meus olhos e de mensagens de celular.
Hoje, pensando, notei que ando afastada demais de outra parte de minha vida, afastada a tempos pra ser sincera. Deus não se afastou de mim, eu é que me distanciei dele.
Nunca me esqueço de uma frase dita pelo meu sábio namorado, ele me disse mais ou menos assim: Deus ao notar que estamos nos afastando dele, busca nos resgatar. Pelo amor ou pela dor esse resgate acontece. Desde então repenso minha vida, meus atos na busca por respostas, por descobrir qual caminho Deus escolheu para o meu resgate.
Li hoje a seguinte frase: "Você sabe o que quer, mas foge do que precisa". Não quero mais fugir...
Um sentimento muito grande de decepção se abateu sobre mim essa semana. Apesar de meus defeitos, que apresento como qualquer outro ser humano, não me considero uma pessoa ruim. Depois de anos, realmente anos sem sentir na pele o gosto amargo da fofoca e maldade alheia, essa semana retornei à realidade de cidade pequena e dos "olhos nas costas".
Me senti triste, realmente desapontada, mas enfim, cidade pequena, pessoas pequenas, mentes pequenas, e assim sucessivamente.
Pra ser mais sincera, acho que o mais me machucou nessa história é o fato de que isso não atingiu só a mim, muito pelo contrário, o alvo não fui eu, fui apenas o laranja, o tema, o assunto. Mas, há tempos que busco tirar uma boa experiência de tudo que acontece em minha vida, ainda não sei exatamente qual será o lado bom disso, mas estou atenta. Estou atenta.
Hoje, exatamente no dia 22 de setembro inicio a contagem regressiva para o fim do ano. A partir do cem; cem dias para o fim do ano, cem dias para o fim de uma Era, cem dias para um novo começo.
Nesses cem dias, buscarei a Deus, estudarei o máximo possível, terei meus amigos por perto, desejarei ter você perto mais ainda, tentarei ser uma pessoa melhor em todos os aspectos, mas a perfeição eu deixarei de lado. Pois eu não sou perfeita, assim como todos ao meu redor, sou só mais uma que vive, e sorri, e chora, e canta, e sonha e ama.
Sabe, eu realmente sou uma boa pessoa, mas consigo variar de acordo com a clientela ao meu redor. Dependendo da ocasião, ver meus dentes não significa que estou sorrindo! Como eu disse, não sou perfeita. Alguém aí é?
Passo bom tempo da minha vida buscando ela, e me culpando quando não a alcanço. Já li em algum lugar que essa é uma característica de todo libriano, buscar a perfeição e culpar-se infinitamente por erros.
Às vezes me sinto tão cansada, desejo com toda força não ser assim, viver mais, pensar menos.
Mas no final, sempre sou eu mesma, com todos meus defeitos e qualidades, meus problemas, meus amigos, minha família, as batidas desse coração são pela mesma pessoa.
Hoje me fechei em meus pensamentos. Tranquei as portas da minha voz e tenho curtido o eco, dentro de mim. Sinto aquela sensação na boca do estômago, e a certeza de que, mesmo sem ter certeza, eu já sei exatamente o que tenho que fazer.
Tempos atrás, parei pra pensar e notei que andava afastada demais dos meus amigos, hoje os carrego ao alcance de meus olhos e de mensagens de celular.
Hoje, pensando, notei que ando afastada demais de outra parte de minha vida, afastada a tempos pra ser sincera. Deus não se afastou de mim, eu é que me distanciei dele.
Nunca me esqueço de uma frase dita pelo meu sábio namorado, ele me disse mais ou menos assim: Deus ao notar que estamos nos afastando dele, busca nos resgatar. Pelo amor ou pela dor esse resgate acontece. Desde então repenso minha vida, meus atos na busca por respostas, por descobrir qual caminho Deus escolheu para o meu resgate.
Li hoje a seguinte frase: "Você sabe o que quer, mas foge do que precisa". Não quero mais fugir...
Um sentimento muito grande de decepção se abateu sobre mim essa semana. Apesar de meus defeitos, que apresento como qualquer outro ser humano, não me considero uma pessoa ruim. Depois de anos, realmente anos sem sentir na pele o gosto amargo da fofoca e maldade alheia, essa semana retornei à realidade de cidade pequena e dos "olhos nas costas".
Me senti triste, realmente desapontada, mas enfim, cidade pequena, pessoas pequenas, mentes pequenas, e assim sucessivamente.
Pra ser mais sincera, acho que o mais me machucou nessa história é o fato de que isso não atingiu só a mim, muito pelo contrário, o alvo não fui eu, fui apenas o laranja, o tema, o assunto. Mas, há tempos que busco tirar uma boa experiência de tudo que acontece em minha vida, ainda não sei exatamente qual será o lado bom disso, mas estou atenta. Estou atenta.
Hoje, exatamente no dia 22 de setembro inicio a contagem regressiva para o fim do ano. A partir do cem; cem dias para o fim do ano, cem dias para o fim de uma Era, cem dias para um novo começo.
Nesses cem dias, buscarei a Deus, estudarei o máximo possível, terei meus amigos por perto, desejarei ter você perto mais ainda, tentarei ser uma pessoa melhor em todos os aspectos, mas a perfeição eu deixarei de lado. Pois eu não sou perfeita, assim como todos ao meu redor, sou só mais uma que vive, e sorri, e chora, e canta, e sonha e ama.
Sabe, eu realmente sou uma boa pessoa, mas consigo variar de acordo com a clientela ao meu redor. Dependendo da ocasião, ver meus dentes não significa que estou sorrindo! Como eu disse, não sou perfeita. Alguém aí é?
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